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Golpes em redes sociais

Como reconhecer e prevenir burlas em Moçambique e no Mundo

Golpes em redes sociais



Introdução 

As redes sociais tornaram-se uma das principais ferramentas de comunicação e interação em Moçambique, em África e em várias partes do mundo. Plataformas como Facebook, WhatsApp, Instagram e TikTok aproximam famílias, amigos, empresas e consumidores, mas também abriram espaço para a ação de golpistas que se aproveitam da vulnerabilidade digital de milhares de pessoas. A cada dia surgem novos esquemas que prometem ganhos fáceis, promoções irreais ou ofertas irresistíveis, mas que na verdade são armadilhas bem elaboradas para roubar dinheiro, dados pessoais e até mesmo a identidade dos utilizadores.


Em Moçambique, os golpes digitais têm aumentado de forma preocupante, especialmente em cidades com maior acesso à internet como Maputo, Beira, Nampula e Pemba. As vítimas, muitas vezes, desconhecem os métodos aplicados e só percebem o perigo quando já perderam valores significativos. Esse cenário exige não apenas atenção individual, mas também uma cultura de prevenção coletiva.


As burlas digitais não escolhem idade ou condição social. Jovens, adultos e até idosos podem ser vítimas, pois os golpistas exploram fragilidades humanas como a pressa, a confiança excessiva e a ingenuidade perante mensagens apelativas. Por isso, compreender como esses golpes funcionam é o primeiro passo para criar barreiras de defesa.


O objetivo deste ebook é alertar, informar e educar sobre os golpes mais comuns nas redes sociais, especialmente no Facebook e WhatsApp, que são as plataformas mais utilizadas em Moçambique, e também aprofundar os riscos de perfis falsos no Instagram e TikTok. Além disso, será dado destaque às burlas em grupos de compra e venda no WhatsApp, que têm enganado milhares de pessoas diariamente.

Facebook e no WhatsApp

Os golpes no Facebook e no WhatsApp são particularmente perigosos porque essas plataformas possuem milhões de utilizadores ativos. Em Moçambique, o Facebook é uma das redes mais populares, utilizada tanto para socialização quanto para fins comerciais. Essa popularidade cria um ambiente fértil para burladores, que se aproveitam da confiança estabelecida entre amigos e familiares para aplicar seus esquemas.

Facebook 

Um dos truques mais usados no Facebook é a clonagem de perfis. Nesse tipo de golpe, o criminoso cria uma conta falsa com a foto e o nome de alguém conhecido da vítima. Em seguida, envia pedidos de amizade e começa a pedir dinheiro sob pretextos como emergências médicas, bloqueios bancários ou problemas de viagem. Como a vítima acredita estar a falar com alguém de confiança, muitas vezes transfere valores sem desconfiar da fraude.

WhatsApp

No WhatsApp, as burlas seguem uma lógica semelhante. Os golpistas invadem contas ou criam números falsos com fotos de familiares ou colegas de trabalho. Depois, enviam mensagens pedindo ajuda financeira urgente, afirmando que vão devolver o valor em breve. Para dar credibilidade, usam mensagens emocionais, cheias de urgência, que fazem a vítima agir sem pensar.


Outro truque muito comum é o chamado “golpe do código de verificação”. O burlador faz a vítima acreditar que precisa partilhar um código recebido por SMS. Ao fornecer esse código, a pessoa entrega o acesso à sua conta de WhatsApp, permitindo ao criminoso espalhar golpes em nome dela. Muitas vezes, esse método leva ao alastramento em cadeia, pois cada contacto da vítima pode ser alvo da mesma burla.


O Facebook também é usado para golpes de falsas promoções. Páginas criadas para imitar empresas conhecidas anunciam sorteios, descontos inacreditáveis e campanhas relâmpago, pedindo que os utilizadores partilhem links ou preencham formulários com dados pessoais. No fim, os golpistas obtêm informações sensíveis como números de telefone, contas bancárias e senhas.



Outro esquema é o da venda de produtos inexistentes. Muitos consumidores encontram anúncios de carros, telemóveis ou eletrodomésticos a preços muito abaixo do mercado. Quando entram em contacto, recebem instruções para pagar adiantado parte do valor como garantia de reserva. Após o pagamento, o suposto vendedor desaparece, e o produto nunca é entregue. Esse tipo de golpe tem enganado muitos moçambicanos em páginas e grupos de Facebook dedicados a compras e vendas.



Já no WhatsApp, existem as chamadas correntes falsas, mensagens que prometem prêmios de grandes empresas internacionais ou instituições financeiras. Ao clicar nos links, os utilizadores são redirecionados para páginas fraudulentas que instalam vírus no telemóvel ou roubam informações. Mesmo pessoas com algum conhecimento digital caem nesse truque, porque os criminosos usam logótipos e linguagens que imitam com perfeição marcas confiáveis.



Para se proteger, é essencial desconfiar de qualquer oferta boa demais para ser verdade. Verificar sempre a autenticidade da página, confirmar diretamente com familiares em caso de pedidos de dinheiro e nunca partilhar códigos de verificação são medidas básicas, mas poderosas, contra esses golpes.



Instagram e no TikTok



No Instagram e no TikTok, os golpes assumem uma forma ainda mais sofisticada, aproveitando a natureza visual dessas plataformas. Perfis falsos são criados com fotos de modelos, influenciadores ou mesmo pessoas comuns que não sabem que suas imagens foram roubadas. Esses perfis enganam seguidores e oferecem produtos, serviços ou até relações amorosas falsas, com o objetivo de obter dinheiro ou informações pessoais.

Instagram


No Instagram, por exemplo, é comum ver perfis que fingem representar marcas internacionais de moda, eletrónica ou cosméticos. Prometem parcerias ou sorteios, mas na realidade pedem depósitos adiantados ou direcionam os utilizadores para links maliciosos. Já no TikTok, a promessa de ganhos rápidos através de supostos investimentos é um dos truques mais usados. Os golpistas publicam vídeos curtos mostrando provas falsas de enriquecimento e convencem as pessoas a enviarem dinheiro para esquemas inexistentes.



Esses golpes exploram a vaidade e o desejo de sucesso fácil. Jovens moçambicanos, em busca de oportunidades, acabam por acreditar em propostas de emprego ou bolsas de estudo anunciadas em perfis falsos. Depois de enviarem documentos pessoais e pagarem taxas de inscrição, percebem que caíram numa fraude.

Dica

Para identificar um perfil falso, é importante analisar se o número de seguidores parece real, se as publicações têm interação verdadeira e se existe consistência no conteúdo. Além disso, sempre verificar se a conta possui selo de verificação oficial em casos de figuras públicas ou marcas conhecidas.



As burlas em grupos de compra e venda no WhatsApp têm crescido a um ritmo alarmante em Moçambique. Esses grupos, criados para facilitar negócios rápidos, tornaram-se alvo preferencial de criminosos. O funcionamento é simples: alguém anuncia um produto atraente, geralmente com preços muito abaixo do valor de mercado, e exige pagamento antecipado para garantir a entrega. Quando a vítima transfere o dinheiro, o vendedor desaparece e nunca mais responde.



Outro tipo de burla muito comum nesses grupos envolve falsos serviços. Criminosos oferecem consertos de eletrodomésticos, transportes ou até aluguer de casas. Para validar a negociação, pedem depósitos iniciais. No entanto, o serviço nunca é prestado, e o consumidor fica sem dinheiro e sem solução.


Esses golpes aproveitam-se da confiança criada nos grupos, onde muitas vezes participam vizinhos, colegas ou amigos de amigos. Como os membros acreditam estar num espaço comunitário seguro, acabam baixando a guarda e não verificam com atenção as informações.



Para evitar cair nessas burlas, é recomendável nunca pagar adiantado sem garantias, pedir sempre para ver o produto pessoalmente antes de qualquer transferência e desconfiar de preços extremamente baixos. Além disso, é útil procurar referências do vendedor, verificando se outras pessoas já compraram com sucesso.

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